Como decidi virar Desenvolvedora

Um relato contando um pouco da experiência de como foi migrar de área aos 33 anos.

Quem me vê toda feliz falando sobre ser Dev, nem imagina o tanto de vez que já quis desistir no caminho.

Mas bem, comecemos pelo começo…

Eu trabalhei com Turismo quase que a minha vida profissional inteira, tinha na cabeça que me aposentaria nessa profissão e que ficar naquela empresa até o fim dos meus dias era o certo.

Aí você deve estar se perguntando: “Tá Kelly, mas se você estava tão bem na sua empresa, porque decidiu migrar de área?“. Você vai descobrir logo mais, prometo 🙃

A minha curiosidade pela programação começou quando o maridão começou a trabalhar como desenvolvedor. Eu achava muito dahora ver ele colocando um monte de palavra esquisita numa tela preta, ficava admirando ele me contar o que fazia no dia a dia com aqueles termos técnicos. Queria aprender, mas não tinha coragem, de cara já falava que não era pra mim (olha a síndrome da impostora aí) enfim, arrumava milhões de desculpas para sequer tentar.

Passados uns anos, as coisas na empresa que eu trabalhava já não eram as mesmas, eu já não tinha mais aquele brilho nos olhos, fazia absolutamente a mesma coisa o dia todo. Sentia falta do desafio, de aprender coisas novas. E então eu decidi pedir as contas e ir atrás de algo em que me fizesse sentir útil de novo. Engana-se quem pensou que fui correndo pra tecnologia, eu tinha acabado de concluir a Pós Graduação em Comunicação e Mídias Sociais, então fiz mais alguns cursos de especialização na área e fui atrás de um trampo, mas em vão. Cheguei a mandar uns 30 currículos, estou esperando “retorno” até hoje (risos).

Preciso nem dizer que fiquei muito mal, me questionando se tinha feito a coisa certa em pedir as contas depois de quase 10 anos na empresa antiga. Mas como diz minha avó, o que não tem remédio, remediado está! Decidi tirar um ano sabático para ir estudando e descobrindo outros caminhos que pudesse percorrer. Aí sim, entrou a tecnologia, comecei a fazer alguns cursos livres da Alura (alô Alura, sou sua fã ♥️) e fui me aprofundando cada vez mais nesse mundo, até que comecei a procurar por referencias femininas na área, porque sei que ainda é uma área predominantemente masculina, e para a minha surpresa, não só tinha muita mina foda na área como iniciativas muito fodas voltadas para mulheres.

E dentre essas iniciativas, a Laboratória me chamou muito a atenção, não só pela sua história, como pela sua didática de ensino. Resolvi me inscrever para a turma 3, mas desisti no meio do caminho, por achar que não teria capacidade de enfrentar o processo seletivo (hello again, síndrome da impostora).

Aí já dei aquela senhora desanimada, decretando que o meu destino era ser dona de casa pra sempre, que não tinha o menor potencial pra nada. Até que depois de muita terapia e do apoio do Gui, fiquei esperando pelo próximo processo seletivo da Lab, quando abriu, corri para me inscrever e decidi ir até o fim, independente de passar ou não, eu faria a minha parte. Cêis não tem noção da minha alegria quando recebi o e-mail de que tinha sido aprovada! Começaria ali um bootcamp que mudaria a minha vida.

Foram os seis meses mais loucos e intensos da minha vida. Aprendi demais, chorei de mais, tive bugs demais mas eu me apaixonei por programação, e eu não me vejo mais fazendo outra coisa da vida se não codar e passar ódius o dia todo kkkk. E esta semana, eu pude comemorar mais uma conquista, a minha primeira contratação como Desenvolvedora em uma empresa parceira da Laboratória. Inclusive em outro post, vou me aprofundar mais sobre a Lab e tudo o que eu aprendi lá. Em resumo é isso, estou muito feliz e empolgada com essa nova fase.

E para finalizar, aí vai uma frase bem clichê mas muito real: “Nunca, jamais desista dos seus objetivos e nunca, jamais duvide da sua capacidade”. Vai ter mulher na tecnologia sim 💪🏼